<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849</id><updated>2011-10-01T09:54:47.651-07:00</updated><title type='text'>Livre Pensar Espírita</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Livre Pensar Espírita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08919835037422954260</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-684309277134497067</id><published>2009-06-26T16:43:00.001-07:00</published><updated>2009-06-26T16:43:21.091-07:00</updated><title type='text'>Ciência e fé: diferenças cruciais</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oKk78OgZ6Vs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oKk78OgZ6Vs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-684309277134497067?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/684309277134497067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=684309277134497067' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/684309277134497067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/684309277134497067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2009/06/ciencia-e-fe-diferencas-cruciais.html' title='Ciência e fé: diferenças cruciais'/><author><name>Sergio Mauricio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10451083397266093822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ub90I1TfBSs/SzaTA_rd-HI/AAAAAAAAAFY/n25nprD41i8/S220/Sergio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-8758442201526437361</id><published>2008-04-28T18:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T18:51:18.579-07:00</updated><title type='text'>Sociedade e Espiritismo: uma renovação necessária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Sociedade e Espiritismo: uma transformação necessária.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Muitas pessoas pensam, por outro lado, que O Livro dos Espíritos esgotou a série de perguntas de moral e de filosofia; é um erro; por isso, é talvez útil indicar a fonte de onde se pode tirar assuntos de estudo, por assim dizer, ilimitados” (KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP. IDE, 59ª edição, 2001).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Geylson Kaio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, é importante lembrar que o Espiritismo é maior do que a soma de suas partes. Maior do que cada pessoa em particular, do que cada instituição ou segmento espírita organizado.&lt;br /&gt;Quando se afirma que o Espiritismo é uma representação do ensino coletivo dos Espíritos – e aí devemos entender que os Espíritos são seres que povoam o universo e constituem uma das forças da natureza, podendo estar na dimensão dos encarnados ou dos desencarnados – se afirma também, que a construção do ensino Espírita, com base na coletividade, é uma das forças de autoridade do seu movimento transformador.&lt;br /&gt;A sabedoria espiritual de Allan Kardec e a permanente assessoria dos bons Espíritos sempre o colocaram na trilha das idéias progressistas e humanitárias. A sua contribuição pessoal foi tão decisiva e determinante para a nova ordem dos acontecimentos futuros do Espiritismo, que a concepção de uma Doutrina filosófica, de profundas conseqüências éticas e morais, sem as barreiras separatistas da religião, fizeram do Espiritismo uma das ferramentas mais importantes de evolução da humanidade inteira.&lt;br /&gt;O sectarismo e o exclusivismo arbitrário, autocrata, são próprios daqueles que se jactam maiores do que o são. E, neste sentido, Allan Kardec é imune. É imune porque seu pensamento e suas idéias sempre se pautaram pelas bases da ciência da época e pelo bom senso de tudo o que está relacionado ao progresso do Espiritismo. Ele realmente foi o grande iniciador de um movimento de idéias progressistas e transformadoras em assuntos ontológicos, transcendentes, espirituais e sociais.&lt;br /&gt;Quando vemos suas afirmações no livro “O que é o Espiritismo”, por exemplo, percebemos o quanto ele esteve preocupado com o justo entendimento do Espiritismo, que não impõe nada a ninguém, demonstrando que o seu lugar no mundo é o centro, o meio, independente de toda e qualquer questão dogmática. E que o mais importante para um Espírita é a prática do bem. Allan Kardec via o Espiritismo como uma grande potência que revolucionaria o mundo com seus princípios e sua filosofia libertadora. Uma síntese de conhecimentos e princípios espirituais.&lt;br /&gt;Mas aqui cabe uma outra reflexão que se faz urgente para nós espíritas: como renovar o mundo, se não estamos envolvidos direta e afirmativamente nas questões sociais que assolam o planeta? Como construir uma relação harmoniosa com o outro, quando a sociedade em que vivemos está doente? Como estreitar os laços sociais e familiares, se não conseguimos nos libertar do orgulho e do egoísmo avassaladores?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessária uma renovação na mentalidade de todos nós que pensamos o Espiritismo apenas nos limites dos Centros e Instituições Espíritas. É necessária uma reorganização do fazer Espírita. É necessária uma maior participação social dos Espíritas nas políticas públicas do país. É necessária uma parceria que vise à totalidade do Espiritismo e não apenas a sua representação simbólica na sociedade. É necessária uma renovação social. Mas antes de tudo, é necessária uma vontade firme de começar mudando a si mesmo. Conhece-te a ti mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Geylson Kaio – Psicólogo Clínico; Educador Espírita e Vice-presidente da ASSEPE. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-8758442201526437361?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/8758442201526437361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=8758442201526437361' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8758442201526437361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8758442201526437361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/04/sociedade-e-espiritismo-uma-transformao.html' title='Sociedade e Espiritismo: uma renovação necessária'/><author><name>R4U</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-blqmt9mjJeM/TiotjL_Wn_I/AAAAAAAAAK8/bCGOBf_ZNUw/s220/sioux97.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-7177555633674436701</id><published>2008-04-18T21:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T05:44:41.718-07:00</updated><title type='text'>Evidências sobre a existência de Deus</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Por Raphael Bortoli&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;O intuito desse, é demonstrar através da observação da dinâmica do Universo, evidências lógicas e racionais que sustentem a tese da existência de uma inteligência suprema - causa primária de todas as coisas. Muitas evidências são obtidas pela lógica e pela OBSERVAÇÃO e não pela metodologia &lt;st1:personname productid="em si. Basta" st="on"&gt;em si. Basta&lt;/st1:personname&gt; ver paradigmas científicos tais como o paradigma holográfico de Bohm obtidos através da observação da DINÂMICA da radiação de fundo dos buracos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método adotado, é ABSOLUTAMENTE O MESMO. Falemos um pouco sobre o paradigma científico vigente. A ciência atual NÃO FORNECE PROVAS IRREFUTÁVEIS DE NADA, pois justamente uma evidência (e não prova portanto) DEVE SER falseável, ou seja, possuir a hipótese de ser contestada, do contrário não se constitui como uma evidência aceita. A isso, se dá o nome de princípio de falseabilidade da hipótese, enunciado pelo filósofo Karl Popper, onde esse não se aplica somente a empírica, mas PRINCIPALMENTE a teoria. Posto isso, vamos a argumentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nada, nada surge. Para toda e qualquer causa, necessariamente existe um efeito. Para qualquer evento, existe uma ou mais causas, mesmo que a priori não encontremos a(s) mesma(s). O que não quer dizer que essas não existam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, segue-se que para um efeito INTELIGENTE, a causa necessariamente deve ser inteligente, afinal, como dito antes - do nada, nada surge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente crer, que a causa PRIMÁRIA, e portanto atemporal, de toda e qualquer inteligência, é inteligente, é muito mais plausível, probabilístico e lógico, de que o nada, ou seja, o INEXISTENTE pode gerar uma inteligência. Se o nada, nada é, como pode produzir qualquer coisa sequer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilógico certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns críticos, enunciam a quântica como demonstração de eventos "acausais", como forma de falseamento da tese acima descrita. Demonstraremos a seguir, como tal tese é falaciosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;A questão do advento da quântica, e a crença nos ditos fenômenos "acausais":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento dessa, e o surgimento do princípio da incerteza, muitos (erroneamente a meu ver), decretaram a morte da causalidade - crendo na existência de um "acaso absoluto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, já disse Carl Sagan, ausência de evidência não é evidência de ausência. Desse modo, penso eu ser prematuro afirmar que não existem causas para certos eventos de ordem quântica. Afirmar que os mesmos são fruto do acaso absoluto, é mera questão de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntamos, para contestar tal tese, e em seguida demonstramos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da teoria do caos, da sincronicidade, do paradigma holográfico e a teoria das branas, não cai por terra esse paradigma de eventos acausais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso eu, que com o advento da quântica, a causa e efeito clássica, linear cai por terra, porém não a causa e efeito &lt;st1:personname productid="em si. Essa" st="on"&gt;em si. Essa&lt;/st1:personname&gt; apenas passa a adquirir caráter de multiplicidade, tal qual a teoria do caos nos diz. O simples fato de TODO o universo estar interligado, em um sistema multidimensional - admite-se que o micro está no macro, e o macro está no micro (princípio holográfico - BOHM, David). Uma ínfima ação, um ínfimo evento proporcionado pela cisão de uma partícula no Universo, acaba gerando efeitos &lt;st1:personname productid="EM TODO O UNIVERSO" st="on"&gt;EM TODO O UNIVERSO&lt;/st1:personname&gt; - embora esses sejam ínfimos também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Enfim, todo o princípio da incerteza se submete a esse paradigma, a essa causalidade não-linear. Segundo Roberto André Kraenkel Professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, a imprevisibilidade de muitos sistemas físicos, como por exemplo a das condições do tempo na natureza, a aleatoriedade quântica e outros fenômenos ditos (sic) "acausais", tem a sua origem no que o físico Poincaré chama de "pequenas causas que nos escapam, mas que determinam grandes efeitos os quais atribuímos então ao acaso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que a teoria do Caos analisa a dependência ultra-sensível das condições iniciais. Com o estudo da tese dos atratores no caos, pode-se determinar a participação de cada evento-ser-ente-coisa existente no universo, em relação a outros efeitos gerados a posteriori. Cada ínfima individualidade, atua integralmente no universo, em todos os sistemas. Como dizer que existem então fenômenos acausais? Não podemos. O universo está inteirado interligado, sincronizado, em constante transformação. Dizer "acaso" é mera licença poética atribuível ao senso comum. Afinal no caos, subjaz a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o vulgo exemplo do caos, onde uma borboleta batendo asas em Tóquio possui sua parcela de responsabilidade por um vendaval &lt;st1:personname productid="em Nova Iorque" st="on"&gt;em Nova Iorque&lt;/st1:personname&gt; gerado após o evento de "bater asas" pela borboleta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Sendo mais claro:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Se os eventos de ordem quântica estão inseridos dentro de um universo dinâmico, interligado, multidimensional, e os mesmos eventos não são alheios ao universo, como dizer que existem fenômenos sem causa se a própria dinâmica do universo e sua integração plena nos mostra que qualquer evento pretérito acaba influenciando em qualquer evento posterior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo ver lógica em um evento "acausal", justamente por saber que tais eventos não estão alheios a dinâmica do universo. Para que os mesmos existissem, teriam que ser totalmente isolados do universo, de sua dinâmica e de sua sincronicidade. O que a meu ver - é uma grande utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recito mais uma vez Carl Sagan: "Ausência de evidência, não é evidência de ausência." &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Um exemplo prático:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Dizer que os fenômenos são "ao acaso" não quer dizer jamais que estes não tenham causa, mas sim, que são tantas e inúmeras causas que o desencadeiam que torna-se impossível atribuir a causa específica ao mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo... se eu jogo um dado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que irá dar o lado com a face do número 5? É um resultado ao "acaso"? Sim, o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado do dado não é um fator determinístico, pois nunca saberemos que resultado "vai dar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doravante, sabemos que os seguintes fatores provavelmente influenciaram para que o dado caísse com o número 5 voltado pra cima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Número de vezes que ele girou na minha mão, bateu na mesma, até eu soltá-lo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posição específica em que o soltei;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Densidade do ar na região em que o dado foi lançado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Densidade do dado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um suposto dado não homogêneo, ou seja, de lado mais pesado do que o outro, por exemplo que o lado 3 possua alguma ruptura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Energia potencial gravitacional do dado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Energia potencial elástica do dado ao contato com o chão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lado com o que o dado se chocou com o chão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Número de vezes que o dado girou, em virtude da posição que ele caiu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Velocidade de rotação do dado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai... são inúmeras causas, e é impossível determinar todas elas, logo é um evento "ao acaso" , o que não quer dizer que seja um evento "sem causa".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;A diferença entre o argumento ontológico...... e o argumento falseável através da observação da dinâmica do Universo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A priori, vamos expor o argumento ontológico e sua natureza. Se trata do argumento ontológico de Santo Anselmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é assim, e provém do teólogo e filósofo Anselmo de Aosta, publicada em sua obra "Proslogion":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Et quidem credimus te esse quo nihil maius cogitari possit." &lt;/span&gt;- "E cremos que tu és alguma coisa tal, que nada de maior pode ser concebida (pelo pensamento)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de "nós" existirmos, e termos a possibilidade de crer, já implica na existência do "ser ontológico perfeito", por crermos nesse. Veja, é um argumento medieval, pois não trata da dinâmica do universo em si, e não há uma evidência observável, que não seja o argumento ontológico puro e a crença. O argumento ontológico de Anselmo, demonstra a existência do "Ser Supremo", enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ens fictionis intra mentis&lt;/span&gt;, ou seja, enquanto ente fictício que nós idealizamos e imaginamos. Mas não demonstra a existência desse ser extra-mentis, ou seja, fora da esfera da nossa mente. Resumindo: o fato que exista na mente não quer dizer que exista fora da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, o argumento meramente ontológico, apesar de racional e lógico "em si", não é validação da existência de um ser supremo, em TODA a esfera da realidade. Eis o porquê da importância do argumento pautado na realidade tangível e constatável do Universo, para fins de validação em todas as esferas do real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Demonstrado o argumento observável...... e sua dinâmica, nos resta aprofundar o conceito ontológico acerca da divindade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazermos uma análise ôntica e ontológica do ente "Deus", não podemos atribuir qualquer conceito de ATO, não podemos atribuir a esse um conceito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moto-continuum&lt;/span&gt;, de mobilidade, de movimento, de submissão ao tempo, propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda e qualquer análise ôntico-ontológica que trate de um ente "Absoluto", nos moldes de Deus propriamente dito, requer a esse o caráter de IMUTABILIDADE, cuja submissão ao espaço-tempo não proporciona. Cujo um ser atuante e agente, seja em si ou seja ao seu redor, não compactua. Temos aqui, um impedimento ôntico, quanto a submissão espaço-temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao aspecto ontológico, devemos analisar a realidade do ambiente que contém um ente "temporal", "atuante": o espaço-tempo, fornece a todo e qualquer ente-ser submetido a esse, limitações severas conforme a sua constituição. A curvatura do espaço-tempo, é um exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, pode um ser "Absoluto", estar limitado a isso? Creio que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se alegar, que Deus transgride tais leis. Mais oras, qual a lógica de uma transgressão constante de algo sumariamente imutável, que são as leis universais? Qual a lógica de um ser imutável, transgredir um algo também imutável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, creio que NÃO PODEMOS atribuir a divindade o conceito de atuante, e sim o mesmo conceito perpassado de Deus outrora: ATEMPORAL e IMUTÁVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal ontologia, resolve ainda o problema de relação de causa e efeito contínua, eterna e infinita, sem se chegar a uma causa "primeira". Veja que há diferença entre causa PRIMÁRIA (atemporal), e causa primeira. Um efeito pode ser uma causa para um outro evento posterior, mas nem toda causa é oriunda de um evento. Basta essa ser ATEMPORAL, não submissa ao espaço-tempo em si. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Desse modo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;... o que nos resta de ontologia, acerca do ser "Deus" e seus atributos enquanto ente imutável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não cria, pois Deus simplesmente é. Se agisse, ou se criasse, estaria submetido ao espaço-tempo e a sua curvatura, e portanto seria limitado. Nada que é absoluto é limitado. Deus, é a suprema sapiência inativa, potência (e não ato) que proporciona a existência da vida. O fato do mesmo existir, é o que nos proporciona a honra de viver. A natureza da ação, é essencialmente temporal, mutável e por esse fato não é aplicável a divindade.&lt;br /&gt;Somos seres, essencialmente racionais - e somente o mecanismo racional, em si mesmo - é capaz de adentrar as propriedades íntimas de Deus - o Absoluto. A razão lapidada, sobreposta ao instinto e elevada pela intuição, aguçada em si mesma, límpida - livre de falsos juízos a priori - é capaz de penetrar lá. Onde lá? No caminho da onipresença - no espaço propriamente dito - construto e estruturador universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estruturação do espaço propriamente dito é pura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vitta&lt;/span&gt;, pura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sapientiae&lt;/span&gt;, pura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;morale&lt;/span&gt;. Lá se encontra a perfeita engenharia divina que nos proporciona a honra de saber que existimos - e o principal: que vivemos e que fomos gerados. E como é isso? Um padrão cíclico cognitivo é atrelado a vida em si mesma angariando ao ser consciência. Não de si, mas da realidade que o cerca. A consciência de si, é temporalmente angariada com a experiência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(51, 0, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;Deus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondido no recôndito das galáxias, nos baricentros, perímetros e lumiares do universo e dos berçários estelares ali ele está. Em todos os lugares, ele está. Se justapondo a várias camadas do espaço é e estrutura "o" espaço propriamente dito. Não sendo esse o espaço em si, mas proporcionando a existência do espaço &lt;st1:personname productid="em si. Do" st="on"&gt;em si. Do&lt;/st1:personname&gt; tempo, &lt;st1:personname productid="em si. Potência" st="on"&gt;em si. Potência&lt;/st1:personname&gt; que proporciona as coisas serem, como elas são...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às coisas, em si mesmas", como já enunciou o filósofo alemão Edmund Husserl. E como ainda ratifica Heidegger, em sua ontologia fenomenológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oque é um ente sapiente, imutável e absolutamente inespacial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus: Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-7177555633674436701?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/7177555633674436701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=7177555633674436701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/7177555633674436701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/7177555633674436701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/04/evidncias-sobre-existncia-de-deus-o.html' title='Evidências sobre a existência de Deus'/><author><name>Livre Pensar Espírita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08919835037422954260</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-4910205854538859616</id><published>2008-04-09T19:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T05:48:39.244-07:00</updated><title type='text'>almas congeladas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;por Milton R. Medran Moreira*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na edição do jornal  &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=capa_online"&gt;&lt;em&gt;Zero Hora&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="data"  style="font-size:130%;"&gt;de 09 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deus fecunda a madrugada para o parto diário do sol, mas nem a madrugada é o sol, nem o sol é a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do voto do ministro Carlos Ayres Britto, no julgamento da ADI 3.510)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No julgamento em curso no STF da ação direta de inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança, entidades religiosas que apóiam o pedido têm feito questão de salientar: os argumentos que as movem não são de ordem religiosa, são científicos. Sustentam - com razão, diga-se de passagem - que o zigoto, biologicamente, já contém todas as informações identificadoras do indivíduo humano a que daria origem, caso a gestação ocorresse. Mas isso não dá resposta a esta fundamental indagação: ali já está presente um ser humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se: retirados que forem de um animal qualquer, humano ou não, uma unha ou um fio de cabelo, estará também ali contido todo o código genético daquele ser. E, no entanto, se poderia atribuir à unha ou ao fio de cabelo a condição humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente, os grupos, todos eles identificados com a religião, que se opõem à pesquisa científica com células-tronco embrionárias não o fazem por amor à ciência, mas por respeito à fé. Talvez não tenham sequer coragem de afirmar, mas sua luta nasce da crença de que ali, naquele aglomerado de células humanas, há uma alma. E que essa realidade desloca o tema ao campo da sacralidade, por onde não é lícito ao homem transitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o aspecto jurídico positivo, a questão é singela e - tomara! - o voto já proferido pelo ministro Ayres Britto há de ter pavimentado o caminho da decisão final. Cuida-se de definir se ali, naquelas células, há vida humana. A resposta é não. Nosso ordenamento jurídico atribui personalidade humana ao ser nascido com vida. O restante são perquirições, relevantes, sem dúvida, de cunho religioso ou filosófico. Não científicos. E à Corte não caberá firmar a decisão nesse tipo de perquirições que fogem do âmbito da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas admitamos - e preferível seria que o fizessem claramente os que pugnam pela procedência da ação - que o móvel do pedido seja exatamente este: o de que ali repousa uma alma humana e que crenças e tradições de um povo devem pesar na decisão. Assim mesmo, é de se considerar que entre nós vigoram, com igual força e respeitável tradição histórica, outras posições acerca dessa substância definida pelas religiões e filosofias como alma ou espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a religião cristã haja, após alguns concílios que lhe deram feição definitiva, fechado questão de que a alma é criada por Deus no momento da concepção, é sabido que nem sempre houve unanimidade na história do cristianismo acerca dessa proposição, feita dogma irremovível, a partir de certo momento. Os chamados padres da Igreja, sob influência platônica, nos primeiros séculos do cristianismo, defenderam abertamente a preexistência do espírito como emanação divina e sua atuação consciente e eficiente no processo da encarnação. Contemporaneamente, no Brasil, milhões de pessoas adotam a crença ou a concepção filosófica da reencarnação, bem mais compatível com os modernos postulados científicos da lei geral da evolução. Esta não influiria tão-somente no campo biológico, mas seria também o dínamo do desenvolvimento consciencial, a partir da hipótese da existência do espírito e de sua independência da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa concepção, moderna e não destoante da ciência, impensável seria imaginar que num conglomerado de células, manipuladas num tubo de ensaio e, após, conservadas por anos em um congelador, repouse uma consciência. Ali ela não poderia ter parado em um processo onde a inteligência voltada a um fim útil e evolucionista haja, de alguma forma, interferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí uma reflexão fundamentada numa hipótese viável, filosófica e cientificamente sustentável. Diferente, pois, de um dogma que, para poder influir na formulação das leis e das decisões humanas, precisa se valer de eufemismos que mascaram a velha persistente vontade de que o mundo seja regido pela fé e pelo obscurantismo, em detrimento do progresso e da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almas congeladas só podem povoar o mundo mítico de seres que preferem também congelar a fé, mas que não têm o direito de obstaculizar o avanço da ciência. Mormente quando esta contribui para a felicidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;!-- MILTON R. MEDRAN MOREIRA--&gt;&lt;!-- Procurador de Justiça aposentado e jornalista; presidente da Confederação Espírita Pan-Americana--&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;* MILTON R. MEDRAN MOREIRA&lt;!-- MILTON R. MEDRAN MOREIRA--&gt;&lt;!-- Procurador de Justiça aposentado e jornalista; presidente da Confederação Espírita Pan-Americana--&gt; | Procurador de Justiça aposentado e jornalista; presidente da Confederação Espírita Pan-Americana&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-4910205854538859616?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/4910205854538859616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=4910205854538859616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/4910205854538859616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/4910205854538859616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/04/almas-congeladas.html' title='almas congeladas'/><author><name>Herivelto Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01886319691202169750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_2dFLf2GAWs0/R5uGbG5qBUI/AAAAAAAAAAM/qkcJj5uRQuw/S220/Herivelto.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-1260166896775362998</id><published>2008-04-08T21:24:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T05:49:43.810-07:00</updated><title type='text'>Moral de laico</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Francisco J. Laporta&lt;br /&gt;(Catedrático de Filosofia do Direito da Universidade Autônoma de Madri)&lt;br /&gt;Publicado no jornal espanhol &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt; em 04/04/2008.&lt;br /&gt;Tradução: Sergio Mauricio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cumplicidade de tantos prelados e fiéis com o capitalismo mais impiedoso, as ditaduras mais imundas ou os nacionalismos mais excludentes não impede que culpem de tudo aos que não crêem em religião alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a ser irritante o tom de superioridade moral com que muitos dos fiéis de qualquer confissão ou credo e as hierarquias religiosas que os propagam têm mostrado em olhar aos que adotam ante a convivência civil e o ensino uma postura agnóstica e laica. Agora insistem nisso as autoridades católicas, com Joseph Ratzinger à frente e os bispos espanhóis fazendo coro repetitivo de suas batidas orientações morais. Como os de qualquer outra velharia religiosa, voltam os católicos à ladainha de que a familiaridade com a ética e as exigências da moral é uma prerrogativa dos crentes, do que provavelmente carecem aqueles que não comungam nenhuma fé religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resulta assombroso contemplar como se ignora a evidência de que uma parte não menor dos grandes desastres morais de que temos sido testemunhas durante anos e anos foi produzida em nome de crenças religiosas ou foi provocada e alentada por quem dizia obedecer a tais convicções. E não menos surpreendente é admirar - porque é, com efeito, algo tão paradoxal que é quase admirável - a facilidade com que esses credos se harmonizam com práticas políticas e econômicas que sabemos com toda certeza que - essas sim - são a causa da dor, da pobreza e do sofrimento de milhões de seres humanos, isto é, da grande imoralidade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cumplicidade de tantos prelados e fiéis com a apoteose do livre mercado, das ditaduras mais imundas e dos nacionalismos mais excludentes são exemplos vexatórios desse paradoxo. E, contudo, os únicos que parecem responsáveis, os únicos a quem se reputa imorais, são os que renunciaram a guiar sua vida ou sua consciência civil por crenças dessa natureza. Ante tal argumento perverso, proponho-me reivindicar a superioridade moral do laico sobre o crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta algaravia integrista, querem escamotear-nos de novo mais de dois séculos de pensamento. Para pôr um nome: em 1793 começava Kant seu prólogo à primeira edição de &lt;em&gt;A religião nos limites da simples razão&lt;/em&gt; com uma afirmação que, digam o que disserem, é já incontestável: "A moral não necessita da idéia de outro ser acima do homem para reconhecer o próprio dever, nem de outro motivo impulsor que a própria lei para observá-lo". Para ser claro: a moral não necessita da religião, basta-se a si mesma, sem esse tipo de muleta, porque tem um sustento suficiente na racionalidade humana. Este ponto de partida elementar serve para definir o que pode ser a moral de um laico frente a essa outra moral necessariamente débil e vicária que é a moral do crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que triunfa com o impulso ético ilustrado, a tolerância religiosa, e a separação Igreja-estado, é a idéia da igualdade moral essencial dos seres humanos à margem de suas convicções religiosas; a idéia de que não é a religião que confere sua qualidade moral às pessoas, senão uma condição anterior que não é moralmente lícito ignorar em nome de religião nenhuma e que não deve ceder ante considerações de caráter religioso. Essa igualdade constitui o núcleo da ética contemporânea, e com ela também de toda política justa, porque exige do poder que não faça distinções na estatura moral de seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa idéia de dignidade humana que sustenta todo o edifício da moralidade laica se funde com a noção de autonomia da pessoa como capacidade de conformar em liberdade e a partir de si as convicções morais e os princípios que hão de presidir o projeto pessoal de sua vida. A isto, algum documento episcopal recente chamou "desejo ilusório e blasfemo" de dirigir a própria vida e a vida social, mostrando assim de novo que, embora se condimentem agora com a salsa fria do livre mercado, ser católico e ser liberal seguem sendo dois cardápios incompatíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, essa dignidade de ser moralmente autônomo confere-a a toda pessoa humana em condições de plena igualdade, de forma que se é uma blasfêmia, é uma blasfêmia que sustenta todo esse pensamento ético, e se expressa em certas exigências morais que o pensamento religioso, de qualquer tipo que seja, dista de ter assimilado bem. A religião e seu sedimento moral estiveram sempre atrás dessas conquistas éticas, e geralmente contrários a elas. Inclusive a idéia de direitos humanos, corolário direto delas, foi negada e perseguida terrivelmente pela hierarquia católica até boa parte do século XX. Nossos bispos sabem que se podem apresentar abundantes textos papais que tratam de tais direitos como erros morais absolutos. Para não mencionar algo que sobrevive ainda em quase toda moralidade religiosa: a posição da mulher num plano subalterno que lhe nega o acesso à hierarquia e à gestão do mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bispos espanhóis somente seguem o rastro de certos lugares comuns muito cultivados por Joseph Ratzinger, a quem não posso chamar "pontífice", o fazedor de pontes, porque, como seu antecessor, parece mais bem empenhado em destruir as poucas e débeis que penosamente foram levantadas. Em sua doutrina moral exibe uma teimosa insistência nas perversões do "relativismo" como causa próxima de todos os males contemporâneos. E às vezes equipara subliminarmente laicismo e relativismo, escapando com isso a idéia de que uma coisa leva necessariamente à outra. Mas isto é simplesmente falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral dos laicos pode ser tão firme como a de qualquer um e tende, ademais, a ser menos acomodada que a moral do crente. A ética religiosa que pende dos desígnios da divindade (ou de seus intérpretes terrenos, que parecem ainda mais caprichosos) tem justamente problemas de relativismo que conhecemos ao menos desde Platão. Quando, no diálogo com Eutifron, Sócrates o pergunta se o bom é querido pelos deuses porque é bom ou é bom porque é querido pelos deuses, o problema da moralidade religiosa está servido. Se o primeiro, então a vontade dos deuses não mostra por que é bom; para descobri-lo temos que pensar como laicos. Se o segundo - isto é, que será bom somente porque assim o querem os deuses -, condena a ética religiosa a um relativismo desolador: as coisas serão ou não serão boas segundo se deseje aos deuses. A moralidade será, pois, relativa à vontade dos deuses (ou, como se dá de fato, às vozes mutáveis de seus supostos representantes na terra). Não cabe por isso nessa ética aquilo que define uma consciência moral madura: poder levantar a voz ante qualquer deus para dizer-lhe que seus desígnios são injustos. Somente uma convicção moral que não sujeite suas máximas aos ditados de um "ser acima do homem", quer dizer, uma convicção moral laica, é capaz disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relativismo da moral religiosa se acentua, ademais, muitas vezes ao acrescer-lhe outros ingredientes, todavia mais vazios e mutáveis. As velhas religiões apelam teimosamente à tradição para sustentar a vigência de suas idéias morais e justificar a proteção pública. Mas cada tradição justifica uma moralidade diferente, e, se temos de ser conseqüentes, todas elas seriam somente por isso válidas. Não é este o núcleo mesmo da ética relativista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não mencionar algo que não podemos esquecer facilmente, e menos na Espanha: que com freqüência desdita os crentes se aliaram e se aliam a ideais nacionalistas e patrioteiros, ou, como no Oriente Próximo, obcecam-se com a quimera de um território sagrado como receptáculo de sua vida moral como povo. A quantidade de maldade e de sangue que produziram essas posturas morais relativistas sustentadas em tradições e credos nacionais não necessita ser recordada entre nós. Diante delas é preciso afirmar a igual dignidade moral de todos os seres humanos, a peremptoriedade do respeito a seus direitos básicos e a universalidade de suas exigências ante qualquer ética caseira ou fideísta. Ou, o que é o mesmo, é preciso reclamar novamente a qualidade moral do pensamento laico.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-1260166896775362998?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/1260166896775362998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=1260166896775362998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/1260166896775362998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/1260166896775362998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/04/moral-de-laico.html' title='Moral de laico'/><author><name>Sergio Mauricio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10451083397266093822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ub90I1TfBSs/SzaTA_rd-HI/AAAAAAAAAFY/n25nprD41i8/S220/Sergio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-6156491206082396979</id><published>2008-02-26T13:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T15:23:19.697-08:00</updated><title type='text'>Breve digressão sobre ética de convicção e ética de responsabilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R8SLr-15fYI/AAAAAAAAAAs/1Az00sjY0IE/s1600-h/rocha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171411859847871874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R8SLr-15fYI/AAAAAAAAAAs/1Az00sjY0IE/s320/rocha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Costuma-se dizer que, para tudo, existe um limite ético. O que seja esse limite ético, no entanto, eis a questão. Para os religiosos, seriam as leis de Deus. Para os não religiosos seriam padrões comportamentais aceitos consensualmente pela sociedade. Adotar parâmetros éticos seria, portanto, admitir limites independentes de nossa concordância. Tanto para religiosos como para não religiosos, porém, a moral é individual e a ética é coletiva. E ambos vivem sempre o conflito entre a moral e a ética.&lt;br /&gt;Os religiosos tendem a analisar a sociedade e o mundo (porque não dizer: o universo todo) pelos postulados do que chamam lei de Deus. A postura moral individual, educando seus corpos e mentes, serve também para nortear a postura diante do outro. Para o religioso, portanto, a sociedade, o mundo e o universo devem moldar-se pelos postulados morais. De alguma forma a lei de Deus seria também a lei natural, governando tanto a postura dos homens em relação a si mesmos e entre si como, também, os corpos celestes. Trata-se portanto da convicção de que a moral é válida porque verdadeira, porque congruente com a vontade de Deus. O compartilhamento de padrões morais acarreta, pela mentalidade religiosa, a postura ética.&lt;br /&gt;Os não religiosos também têm convicções, quando pretendem suas idéias sejam compartilhadas, pois admitem-nas como verdadeiras. Aquilo que confere veracidade à idéia torna-a objeto de convicção. Ao conjunto de idéias verossímeis a mobilizar o homem individual e coletivamente, denominamos ideologia e diz respeito tanto a religiosos como a não religiosos. A ideologia de um grupo religoso ou não religioso, porém, nem sempre coincide com a de outro grupo. O conflito de ideologias é, portanto, inerente à convivência do homem com o próprio homem.&lt;br /&gt;A convivência humana somente é possível se houver acordo implícito e explícito para as divergências serem resolvidas pela maioria pacificamente pois, do contrário, teríamos uma guerra de todos contra todos o que, evidentemente, inviabilizaria qualquer convivência social. Tanto religiosos como não religiosos convivem entre si, preservando a sociedade, estabelecendo parâmetros além de suas próprias convicções que chamaríamos, grosso modo, de limites éticos. Isso somente é possível partindo-se do pressuposto de que todos são responsáveis pela convivência social, em diferentes graus de responsabilidade obviamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Max Weber&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt; em outro contexto estabelece a distinção entre a ética da convicção e ética da responsabilidade. Analisando o comportamento dos políticos, chega a conclusão de que quanto mais se envolve com a própria política, menos se apega às próprias convicções. Por esse motivo é muito comum o político contrariar pontos de vista que defendia ao investir-se em cargo público: o atendimento ao interesse público demanda atitudes pragmáticas, muitas vezes em contradição aos programas partidários anteriormente adotados. Para Weber, a ética de convicção diz respeito aos usos e costumes que governam a esfera privada, enquanto a ética de responsabilidade refere-se aos usos e costumes relativos à esfera pública.&lt;br /&gt;Seja no contexto religioso, seja no contexto não religioso, sempre nos deparamos com atitudes motivadas pela ética da convicção ou pela ética da responsabilidade. Como em nosso quotidiano vemos sempre a intesecção da esfera privada com a esfera pública, somos levados muitas vezes a agir contrariando nossas convicções, pois o socialmente correto tem as suas exigências e suas responsabilidades, resultante de um consenso onde somos minoritários, não nos restando outra alternativa a não ser sujeitarmo-nos à vontade da maioria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-6156491206082396979?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/6156491206082396979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=6156491206082396979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/6156491206082396979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/6156491206082396979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/02/breve-digresso-sobre-tica-de-convico-e.html' title='Breve digressão sobre ética de convicção e ética de responsabilidade'/><author><name>Antônio Margarido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-5ge9QLlR-rs/TqHZ8UnNXEI/AAAAAAAAAG0/JenFHCUsdxM/s220/eueocarioca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R8SLr-15fYI/AAAAAAAAAAs/1Az00sjY0IE/s72-c/rocha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-7418380590863542649</id><published>2008-02-20T12:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T15:23:19.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7yPc-15fXI/AAAAAAAAAAk/QpAMrgg_Wws/s1600-h/congressocepa3.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169164200382659954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7yPc-15fXI/AAAAAAAAAAk/QpAMrgg_Wws/s320/congressocepa3.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-7418380590863542649?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/7418380590863542649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=7418380590863542649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/7418380590863542649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/7418380590863542649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Antônio Margarido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-5ge9QLlR-rs/TqHZ8UnNXEI/AAAAAAAAAG0/JenFHCUsdxM/s220/eueocarioca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7yPc-15fXI/AAAAAAAAAAk/QpAMrgg_Wws/s72-c/congressocepa3.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-2797158706524882816</id><published>2008-02-12T06:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T15:23:19.989-08:00</updated><title type='text'>Armadilhas da razão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7Gx0u15fWI/AAAAAAAAAAc/QFTGFwTs8Z8/s1600-h/44.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166105767056080226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7Gx0u15fWI/AAAAAAAAAAc/QFTGFwTs8Z8/s320/44.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Armadilhas da razão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;À Ana Furacão&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos sempre um dilema: sermos estritamente racionais ou esquecer a razão. Atitude cartesiana que reduz, obviamente, nossa percepção do mundo e, no limite, nossa própria capacidade de viver &lt;em&gt;no&lt;/em&gt; mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), pensador, ensaísta, escritor e poeta inglês dizia ninguém ser mais racional do que os loucos. Nos manicômios, encontramos pessoas plenamente conscientes de seus delírios que os defendem de forma racional face à nossa normalidade. A extrema racionalidade é uma forma de loucura. Não quer dizer que a loucura seja mais saudável do que a racionalidade. Eis o paradoxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as chamadas "armadilhas da razão". Francisco de Goya (1746-1828), célebre pintor espanhol, coloca em uma de suas gravuras a frase: &lt;em&gt;"El sueño de la razón produce monstruos".&lt;/em&gt; A tradução dessa frase para o português não é simples e serve como exemplo do que sejam as "armadilhas da razão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando a palavra espanhola "sueño" significar tanto sonho como sono, há duas possíveis traduções, com dois sentidos diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) O sonho da razão produz monstros: se nos deixarmos levar simplesmente pela razão criaremos inevitavelmente monstros, ou seja: quimeras, os monstros criados por nossa imaginação. O exemplo mais acabado é a ciência. Há aqueles que acreditam na ciência como conhecimento totalmente racional e, com isso, admitem como verdadeiro tudo aquilo que for cientificamente demonstrado. Einstein acreditava nisso quando subscreveu a carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos para que este autorizasse a fabricação da bomba atômica. E a população de Hiroshima e Nagazaki suportaram as conseqüências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) O sono da razão produz monstros: se ignorarmos a razão, deixando-nos levar simplesmente pelas emoções e pela intuição, inevitavelmente criaremos quimeras. Aqui situamos todo atraso que a religião trouxe à humanidade nos últimos 2000 anos, sem negar a espiritualidade como inerente à natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz parte da natureza humana produzir quimeras. Francis Bacon (1561/1626) chamava-as de ídolos (&lt;em&gt;idola&lt;/em&gt;): erros presentes na mente ou que esta constrói. Eram divididos em &lt;em&gt;idola tribus&lt;/em&gt; (erros comuns a toda humanidade), &lt;em&gt;idola specus&lt;/em&gt; (erros decorrentes de nossas avaliações subjetivas), &lt;em&gt;idola fori&lt;/em&gt; (decorrentes de nossa linguagem imperfeita) e &lt;em&gt;idola theatri&lt;/em&gt; (erros provenientes das escolas filosóficas, que substituem o mundo real por um mundo artificial, jogo cênico). Se o homem coloca sua marca em tudo aquilo que produz, nada está isento de ídolos. Seja o conhecimento mais fantasioso, seja o conhecimento mais científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fugir às armadilhas da razão? Siddhartha Gautama o Buda, príncipe que viveu no reino de Shakya aproximadamente entre 563 e 483 a.C., ensinou a verdade estar no caminho do meio. Se o sonho da razão produz monstros, a única forma para fugir dessa armadilha é deixarmo-nos levar também pelos sentimentos e pela intuição. Com isso talvez consigamos algum antídoto contra as fantasias criadas pela razão. E se é verdade que o sono da razão produz monstros, somente temperando as fantasias com a razão conseguiremos manter os pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kardec, penso, tinha consciência disso, ao recomendar a utilização da razão e do bom senso. Kardec não era cartesiano, portanto. Apesar de muitas opiniões em contrário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-2797158706524882816?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/2797158706524882816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=2797158706524882816' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/2797158706524882816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/2797158706524882816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/02/armadilhas-da-razo-ana-furaco-vivemos.html' title='Armadilhas da razão'/><author><name>Antônio Margarido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-5ge9QLlR-rs/TqHZ8UnNXEI/AAAAAAAAAG0/JenFHCUsdxM/s220/eueocarioca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R7Gx0u15fWI/AAAAAAAAAAc/QFTGFwTs8Z8/s72-c/44.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-4761623392514306406</id><published>2008-02-07T13:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T15:23:20.161-08:00</updated><title type='text'>Livre pensar e pensar livre</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R6t0dS5cDnI/AAAAAAAAAAM/Ej_DKhIxHc4/s1600-h/maos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164349444348186226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R6t0dS5cDnI/AAAAAAAAAAM/Ej_DKhIxHc4/s320/maos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O livre pensar não é um pensar livre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;E isso não é um jogo de palavras. Nada contra os jogos. Pelo contrário, eles fazem parte da vida. Mas vamos pensar um pouco. Será que nosso pensar é livre? Primeiro tenho que submeter aquilo que passa por minha cabeça ao círculo de ferro da gramática para torná-la compreensível para o outro. E nisso pensamento perde sua originalidade para que o outro possa compartilhar das minhas idéias que, com isso, deixam de ser nossas. Mas o outro ao ter acesso à mediação das palavras procede à necessária interpretação para que possa compreendê-las. E com isso as idéias passam a ser do outro. E o outro não tem acesso ao meu pensamento, que teve que se aprisionar à teia de palavras para que fosse compreendido. Mas o outro acredita que me compreendeu e eu acredito que o outro me compreendeu, quando em verdade eu tive que concretizar as idéias para que fossem decodificadas pelo outro e, pela seu pensamento, transformado em idéias dele, do outro, para serem compreendidas. Nisso eu estou me colocando e o outro também está se colocando. E ambos temos que abdicar de nosso pensar livre para que a comunicação entre nós seja possível. E se nos reportamos a algum evento, temos que transformá-lo em fato, revestindo-o outra vez por uma teia de palavras e, com isso, interpretando-o necessariamente. E novamente o outro terá que decodificar aquilo que entendo como fato para compreendê-lo. Isso porque estamos submersos no mundo material e como matéria interagimos com ele de forma inteligente, consciente ou não. É a nossa inteligência que permite nossa apreensão dos eventos, a transformação dos eventos em fatos para que assim possam ser apreendidos pelo outro que repetirá o mesmo processo. E como não percebemos o mesmo evento, mas um ângulo específico do mesmo, ao tomar a iniciativa da comunicação dou minha versão daquilo que considero fato. E se o outro admitir que esse fato está presente em seu campo de percepção e compreensão, admitirá como verdadeiro. Caso contrário, oporá obstáculos. Pois seu ângulo é diferente do meu. Não há dois ângulos coincidentes no universo. Cada um percebe de seu ângulo. Por isso, não há uma mesma percepção dos eventos. Admitir os fatos como algo objetivo é confundir fatos e eventos. E não obstante isso construímos um mundo objetivo e compartilhado entre nós, intervindo no mundo material e deixando o mundo material intervir em nós. Nesse processo construímos e somos construídos. Não há uma realidade puramente objetiva. Não há uma realidade puramente subjetiva. A realidade compartilhara é objetiva-subjetivada e/ou subjetiva-objetivada em qualquer hipótese. Esse processo somente se concretiza por estarmos impedidos de fazer valer nosso pensar livre. Com isso, construímos uma realidade subjetiva no plano individual, ao mesmo tempo em que construímos nossa realidade objetiva no plano exterior concomitantemente. E como se trata de um processo, não há um ponto zero a partir do qual tudo seja subjetivo ou tudo seja objetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-4761623392514306406?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/4761623392514306406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=4761623392514306406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/4761623392514306406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/4761623392514306406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/02/livre-pensar-e-pensar-livre.html' title='Livre pensar e pensar livre'/><author><name>Antônio Margarido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://2.bp.blogspot.com/-5ge9QLlR-rs/TqHZ8UnNXEI/AAAAAAAAAG0/JenFHCUsdxM/s220/eueocarioca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_d_lkm3UEmPk/R6t0dS5cDnI/AAAAAAAAAAM/Ej_DKhIxHc4/s72-c/maos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-8734074860350019443</id><published>2008-01-31T09:53:00.001-08:00</published><updated>2008-01-31T11:13:34.879-08:00</updated><title type='text'>Livre-Pensador</title><content type='html'>Livre-Pensador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."&lt;br /&gt;A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente.&lt;br /&gt;Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física.&lt;br /&gt;Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta: "Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo.&lt;br /&gt;Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício." Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. "Ah, sim!" - disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro".&lt;br /&gt;Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações. "Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício". Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se à altura do edifício. "Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas".&lt;br /&gt;Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. "Finalmente", - concluiu, - "se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer diz-se: "Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.".&lt;br /&gt;A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa. "Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto atribuído a Albert Einstein&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-8734074860350019443?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/8734074860350019443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=8734074860350019443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8734074860350019443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8734074860350019443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/01/livre-pensador.html' title='Livre-Pensador'/><author><name>Marcelo Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14819047192090189406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_q-uyxo2HJHM/R7Lx27-6WOI/AAAAAAAAAAM/9h6_JxuahTU/S220/Mar02+(red).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-2990255529248920960</id><published>2008-01-31T09:32:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T03:34:03.841-08:00</updated><title type='text'>Fórum do Livre Pensar Espírita</title><content type='html'>Fórum do Livre Pensar Espírita&lt;br /&gt;Evolução do Pensamento Kardecista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Marcelo Henrique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontecerá, nos próximos dias 26 a 28 de abril de 2008, na cidade de João Pessoa (PB) o "Fórum do Livre Pensar Espírita", uma promoção da Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas (&lt;a href="http://www.assepe.org/"&gt;ASSEPE&lt;/a&gt;) e da Associação dos Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana no Brasil (CEPAmigos). O evento irá reunir importantes pesquisadores e escritores espíritas, que apresentarão temas atuais, havendo, ainda, sessões de autógrafos de obras espíritas e apresentações artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que deseja conhecer um pouco mais sobre o movimento livre-pensador espírita está convidado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, abaixo, a programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fórum do Livre-Pensar Espírita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Evolução do Pensamento Kardecista"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;25, 26 e 27 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Local: Caravana da Fraternidade Cristã&lt;br /&gt;Endereço: Av. Floriano Peixoto 657 – Jaguaribe – João Pessoa – PB – CEP 58015-000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;PROGRAMAÇÃO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25 de abril de 2008 - sexta-feira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Néventon Vargas&lt;br /&gt;19h30min – Abertura&lt;br /&gt;19h40min – Momento Artístico&lt;br /&gt;20h00min – Criminalidade: Educar ou Punir? – Jacira Jacintho da Silva&lt;br /&gt;20h30min – JUVENTUDE: Sexualidade e Relacionamentos – Marcelo Henrique Pereira&lt;br /&gt;21h00min – Debates&lt;br /&gt;21h45min – Sessão de autógrafos – Jacira J. Silva e Marcelo Henrique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;26 de abril de 2008 – sábado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Geylson Kaio&lt;br /&gt;08:45 – Momento Artístico – Merlânio Maia&lt;br /&gt;09h00min – Fenômenos Psíquicos e Mediunidade – Carlos Guimarães&lt;br /&gt;09h30min – O Pensamento Universal dos Espíritos – Almir Laureano&lt;br /&gt;09h30min – Debates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h15min – Intervalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Matheus Laureano&lt;br /&gt;10h30min – Espiritismo, imagens e imaginário – Wilson Garcia&lt;br /&gt;11h00min – Espiritismo: uma construção filosófica – Emerson Aguiar&lt;br /&gt;11h30min – Debates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12h15min – Intervalo para Almoço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Júlio César&lt;br /&gt;14h00min – Espiritismo e Sociedade – Mauro Spínola&lt;br /&gt;14h30min – Espiritismo e Bioética – Amely Martins&lt;br /&gt;15h00min – Debates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h45min – Intervalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Alcione Moreno&lt;br /&gt;16h00min – Por que atualizar o Espiritismo? – Ademar Arthur Chioro dos Reis&lt;br /&gt;16h30min – O Pensamento Atual da CEPA – Milton Rubens Medran Moreira&lt;br /&gt;17h00min – Debates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h00min – Diplomação de Instituições e novos delegados – Milton Medran (CEPA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite livre para descanso, passeios, confraternizações, forró pé-de-serra, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27 de abril de 2008 – domingo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação – Jacira Jacintho da Silva&lt;br /&gt;09h00min – Reunião da CEPAmigos&lt;br /&gt;Avaliação e Conclusões&lt;br /&gt;Informes e Programação&lt;br /&gt;Modificações estatutárias&lt;br /&gt;Diretrizes pré-congresso&lt;br /&gt;Diretrizes pós-congresso&lt;br /&gt;Temas diversos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11h30min – Encerramento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-2990255529248920960?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/2990255529248920960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=2990255529248920960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/2990255529248920960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/2990255529248920960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/01/frum-do-livre-pensar-esprita.html' title='Fórum do Livre Pensar Espírita'/><author><name>Marcelo Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14819047192090189406</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_q-uyxo2HJHM/R7Lx27-6WOI/AAAAAAAAAAM/9h6_JxuahTU/S220/Mar02+(red).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-657591285203264849.post-8052987040783279781</id><published>2008-01-30T10:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T10:23:37.574-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Livre Pensar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Néventon Vargas*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Liberdade para ir e vir, para realizar, para protestar, para divulgar, para pensar... São condições que todo o ser humano almeja para si, mas nem todas são acessíveis a todos. A única que ninguém pode nos impor limites é a liberdade de pensar. Portanto, numa primeira avaliação, quando se fala em livre pensar, conforme tem aparecido em algumas análises, se comete uma redundância porque todo o pensamento forçosamente seria livre. Entretanto, se formos mais a fundo na questão podemos descobrir que a liberdade de pensar não é tão absoluta, assim como as outras formas de liberdade nem sempre têm seu cerceamento imposto por terceiros.&lt;br /&gt;Cabe uma reflexão em torno do auto-aprisionamento em que indivíduos se impõem uma reclusão. Aqui podemos nos referir apenas àqueles que optam por uma vida de total clausura por escolha livre e consciente ou aos que não vêem outra alternativa para sua proteção, defendendo a sua integridade física por ter desenvolvido fobias das mais diversas que não estão em análise no momento.&lt;br /&gt;Quando se fala em pensamento também podemos cogitar que o cerceamento da liberdade não pode ser imposta por terceiros e que, portanto, todos seríamos livre-pensadores. Mas se por um lado ninguém pode ter o domínio absoluto sobre o pensamento de terceiro, por outro, cada indivíduo, sendo senhor de si para pensar, pode se impor clausura mental e se recusar ao uso do raciocínio, preferindo aceitar sem reflexão as idéias prontas e acabadas, como se o universo do pensamento não fosse dinâmico.&lt;br /&gt;Livre pensar não é apenas pensar. Livre pensar é pensar com isenção, sem os condicionamentos impostos pelo tradicional ou por qualquer tipo de dogma. O livre-pensador desenvolve o seu próprio raciocínio, calcado na própria capacidade intelectual e, portanto, deve ter consciência das suas limitações, como também de que o saber é progressivo, sendo natural apoiar-se nas mais diversas fontes, mas nunca tê-las como infalíveis.&lt;br /&gt;O livre-pensador é intelectualmente honesto e não se recusa a analisar uma idéia por mais estranha que lhe possa parecer. Não admite como verdadeiras teses propostas apenas pelo fato de provirem das mais famosas fontes nem tê-las como falsas apenas por terem origem desconhecida.&lt;br /&gt;O livre-pensador pode se dobrar às decisões unânimes, mas nunca se deixará convencer apenas pela unanimidade.&lt;br /&gt;Enfim, todos somos reféns do sincretismo filosófico, religioso ou científico, como resultado de um processo dialético interminável, mas o livre-pensador rompe paradigmas, buscando sempre alternativas possíveis que o levem a novos caminhos com horizontes cada vez mais distantes.&lt;br /&gt;O livre-pensador espírita tem em Allan Kardec uma referência significativa, uma mente brilhante e de bom senso incontestável, mas sem considerá-lo infalível. As anotações d’O Livro dos Espíritos sempre são consideradas com o peso exato de um livro escrito num contexto próprio para o seu tempo e passíveis de revisão conforme os avanços do pensamento humano. As intervenções dos espíritos são respeitáveis, mas tão consideradas quanto as opiniões dos maiores pensadores encarnados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;Néventon Vargas é Engenheiro Civil; presidente da &lt;a href="http://www.assepe.org/"&gt;ASSEPE &lt;/a&gt;e Secretário de Comunicação Social da &lt;a href="http://cepanet.org/"&gt;CEPA&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/657591285203264849-8052987040783279781?l=livrepensarespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/feeds/8052987040783279781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=657591285203264849&amp;postID=8052987040783279781' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8052987040783279781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/657591285203264849/posts/default/8052987040783279781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrepensarespirita.blogspot.com/2008/01/livre-pensar-nventon-vargas-liberdade.html' title=''/><author><name>Nevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01127532681719502587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_SRGa7EVju3k/SUWjlLqBxFI/AAAAAAAAAMg/vDY0LsPFX7k/S220/N%C3%A9vo_Inaugura%C3%A7%C3%A3o_ASSEPE.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
